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Loja Horus/Maat

LIBER CC
LIBER RESH VEL HELIOS

Sub Figurâ CC

 



A.·. A.·.
Publicação em Classe D

 

Imprimatur
D.D.S. 7º = 4
O.S.V. 6º = 5
N.S.F. 5º = 6

 


A Celebração do Sol

 

1. Que saúde o Sol na aurora, frente ao Leste, da seguinte maneira:  

a.  Sinta-se envolto pela cor amarela e preenchido com as qualidades do Ar, quente e úmido. 

b.  Assuma a forma-deus do deus Shu, que corresponde ao Elemento Ar:

c. Diga em voz alta:

Eu Te saúdo, a Ti, que és Rá em Teu levante, a Ti, que és Rá em Teu Vigor, que cruzas os Céus em Tua barca, no Alvorecer do Sol.

Tahuti, em Seu esplendor, levanta-se na proa, e Ra-Hoor  permanece no leme.

Eu Te saúdo, desde as Moradas da Noite!  

d. Bata o pé esquerdo no chão e coloque o indicador esquerdo  nos lábios, o que constitui o Sinal do Silêncio, assumindo a também chamada forma-deus de Harpocrates.

 

2. Também ao Meio-Dia, que ele saúde o Sol, frente ao Sul, da seguinte maneira:

a.  Sinta-se envolto pela cor vermelha e preenchido com as qualidades do Fogo, quente e seco.

b.   Assuma a forma-deus da deusa Thoum-aesh-Neith, que corresponde ao Elemento Fogo; faça o Triângulo de Manifestação, só que acima da cabeça (com as duas mãos, polegares e indicadores unidos );

c.  Diga em voz alta: 

Eu Te saúdo, a Ti, que és Ahator em Teu triunfo, a Ti, que és Ahathor em Tua beleza, que cruzas os Céus em Tua barca,  ao Meio-Curso do Sol.

Tahuti, em Seu esplendor, levanta-se na proa, e Ra-Hoor  permanece no leme.  

Eu Te saúdo, desde as Moradas da Manhã!


d. Faça o Sinal do Silêncio.

 

3. Também no Ocaso, que ele saúde o Sol, frente ao Oeste, da seguinte maneira:

a. Sinta-se envolto pela cor azul e preenchido com as qualidades da água, fria e úmida.

b. Assuma a forma-deus da deusa Auramoth, sinal do Elemento Água. Faça um triângulo na altura do estômago, apontando para baixo (com as duas mãos, polegares e indicadores unidos).

c. Diga em voz alta:

Eu te saúdo, a Ti, que és Tum em Teu ocaso, a Ti, que és Tum em Teu regozijo, que cruzas os Céus em Tua barca, ao Por do Sol.

Tahuti, em Seu esplendor, levanta-se na proa, e Ra-Hoor  permanece no leme.  

Eu Te saúdo, desde as Moradas do Dia!

 d. Faça o Sinal do Silêncio.

 

4.  Também à Meia-Noite, que ele saúde o Sol, frente ao Norte, da seguinte maneira:

a. Sinta-se envolto pelas cores da terra, mescla de verde e marrom, e preenchido com as qualidades da terra, fria e seca.

a. Assuma a forma-deus do deus Set em combate, equivalente ao Elemento Terra. Coloque o pé esquerdo para a frente, a mão direita para cima.

c. Diga em voz alta:

Eu te saúdo, a Ti, que és Kephra  em Teu refúgio, a Ti, que és Kephra em Teu silêncio, que cruzas os Céus em Tua barca na Meia-Noite do Sol.

Tahuti, em Seu esplendor, levanta-se na proa, e Ra-Hoor  permanece no leme.  

Eu Te saúdo, desde as Moradas da Noite!

d. Faça o Sinal do Silêncio. 

 

 GLOSSÁRIO

 1. Tahuti (Thoth)

Deus da Sabedoria, Thoth se autogerou no começo dos tempos, juntamente com sua consorte Maat (Verdade). Em Hermópolis, sua cidade templo, era dito que de Thoth foram produzidas oito crianças, das quais a mais importante era Amon, "O Escondido", que era cultuado em Tebas como o Senhor do Universo.

O nome "Thoth" é uma corrupção grega do nome original egípcio, Tahuti. Suas formas animais são o íbis e o babuíno. Como íbis ele voa no céu, e como babuíno, saúda o sol nascente. Como símbolo da palvra criadora, ele é a língua de Ptah. Provavelmente a adoção da íbis ocorreu devido à iventividade egípcia, que considerou semelhante o ato do escriba de escrever os hieroglifos com o pescar da ave em meios aos pântanos do Nilo.

Segundo a tradição, Thoth era poderoso em conhecimento e em discurso divino. Foi o inventor da linguagem escrita (hieroglifos) e falada. Como o Senhor dos Livros, era o escriba dos deuses e patrono de todos os escribas. A ele é creditada a invenção da astronomia, geometria e medicina.

Thoth era o medidor da terra e o contador das estrelas, o mantenedor de todos os conhecimentos.

Thoth era mais comumente representado como um homem com a cabeça de uma Íbis, portando uma pena e um papiro no qual ele escrevia todas as coisas. Ele era mostrado como participante em quase todas as principais cenas envolvendo os deuses, mas especialmente no julgamento dos mortos. Ele servia de mensageiro dos deuses, e por tal foi comparado ao deus grego Hermes.

Acreditava-se que era o autor de diversos textos religiosos importantes, entre eles o "Livro dos Mortos". Deste texto apreendemos como ocorria o julgamento dos mortos na Sala de Maat:

O morto se apresentava ao tribunal Divino, onde era acolhido por Maat, e conduzi-do à sala onde se encontram 42 deuses-juízes, correspondente aos 42 nomos ou províncias do Egito, sob a presidência de Osíris.

De súbito, Anubis e Hórus colocam num prato da balança o coração do morto, e no outro prato está uma pena. Se o coração se revelar "leve como a verdade", Thoth, o escriba divino estenderá o relatório e o apresentará a Osíris.

Thoth participava nos mitos de Osiris como seu vizir. Ele é um deus lunar, e é também o deus do tempo, da mágica, e da escrita. Quando o Sol desaparecia, ele tentava amenizar a escuridão com sua luz.

Thot servia, ainda, como árbitro entre os deuses. Na lenda de Osíris, ele protegeu Ísis durante sua gravidez e curou o seu filho Horus quando Seth arrancou seu olho esquerdo.

Acreditava-se que ele e Maat ficavam em cada lado do barco de Rá (o Sol) enquanto este cruzava os céus. A ele credita-se a invenção das artes herméticas, e assim o baralho de Tarô, o qual é freqüentemente referido como "O Livro de Thoth".

Thoth representa a Sabedoria como a mais alta função da nossa mente. Ele é o guardião entre os reinos racional e o intuitivo. Ele permite a expressão articulada da intuição, mostrando o caminho além das limitações do pensamento.

 

2. Hathor

A Vênus Egípcia, representada por uma vaca que usava um disco solar e duas plumas entre os chifres representava Hátor, deusa do céu e das mulheres, nutriz do deus Hórus e do faraó, patrona do amor, da alegria, da dança e da música, mas também das necrópoles; de quem o mês de novembro (Escorpião) marca o cruzamento do trimenstre do ano que as trevas triunfam sobre a luz.. Seu centro de culto era a cidade de Dendera, mas havia templos dessa divindade por toda parte. Também era representada por uma mulher usando na cabeça o disco solar entre chifres de vaca, ou uma mulher com cabeça de vaca. Hátor — a Dourada — é uma das mais antigas deusas do país e uma espécie de deusa-mãe. Conhecida como a face do céu, a profundeza, a dama que vive num bosque no fim do mundo, era uma divindade de muitas funções e atributos. A maternidade e o dom do aleitamento eram suas propriedades principais desde os primórdios e assim permaneceram ao longo dos tempos. Entretanto, em Mênfis ela é conhecida pela designação de senhora do sicômoro, e em outras localidades ela é também a senhora das turquesas e a padroeira dos mineiros, e ainda senhora dos países longínquos e protetora dos viajantes, entre outros epítetos.

O firmamento era imaginado pelos egípcios como uma grande inundação e esta era venerada em muitos lugares como uma vaca, cujo ventre salpicado de estrelas formava o céu.

Como deusa da morte — diz Kurt Lange — toma os bem-aventurados sob sua proteção: sua forma é a de uma novilha, doce e maternal. A novilha celeste, a deusa Hátor e o fiel cão de guarda Anúbis, lembram sem dúvida as crenças duma população componesa cujas idéias e cujos trabalhos se associavam intimamente aos animais da fazenda e da casa.

Uma característica particular de Hathor é a de ser deusa do amor e da beleza feminina e mesmo de todos os produtos de beleza. Ela é igualmente a padroeira das festas ruidosas, da música e do vinho, deusa da dança e da felicidade. Um rosto feminino dotado de orelhas de vaca forma um objeto de culto e orna freqüentemente as colunas dos templos desta divindade. Aliás, os animais ditos sagrados eram temas de preferência dos artífices egípcios. Os móveis, domésticos ou tumulares, eram decorados com figuras de animais. Na ilustração acima a vaca Hátor, totalmente dourada, forma a cabeceira de uma cama. No templo da cidade de Dendera, dedicado a Hathor, as colunas das duas salas hipóstilas têm capitéis em forma de sistro, que era o instrumento musical sagrado da divindade. No centro de uma das paredes exteriores, que era dourada, havia também um relevo representando um sistro, demonstrando a importância deste instrumento no culto da deusa, enquanto o dourado evocava outro epíteto de Hathor: o ouro dos deuses.

Na necrópole da cidade de Dendera foram encontradas catacumbas com abóbadas de tijolo contendo sepulturas de animais, sobretudo aves e cães. Também foram encontradas sepulturas de vacas em vários locais deste cemitério.

3. Tum, Tmu  (Tetum)

Deus do Oeste, o local do Sol — Deus do Sol a noite.

 

4. Kephra

Deus criador, tido como uma forma de Rá. De acordo com os "heliopolitanos", que nomeavam o sol conforme o horário do dia, Kephra era a forma do sol à meia-noite. Como o escaravelho do deserto Egípcio sempre empurra uma bola de esterco no qual seu ovos são armazenados, assim também Kephra, o escaravelho celestial, empurra o Sol através dos céus.

Outra das formas que o deus-Sol assumia, por sinal muito importante, era a de Kephra o escaravelho sagrado. O egiptólogo Alan Shorter nos explica o porquê: esse inseto tem por hábito alimentar-se de um grãozinho de esterco, que ele fica revolvendo entre as pernas até escavar no chão um buraco para devorá-lo.

Os egípcios, confundindo esse grão usado para a alimentação com o grão de esterco, em formato de pêra, sobre o qual a fêmea punha o seu ovo e que ficava enterrado no solo até a época do choco, viam no escaravelho um símbolo do deus-Sol, que todos os dias, de leste a oeste, rolava a sua esfera pelos céus. Da bolinha de esterco saía um inseto vivo, aparentemente auto-concebido; do mesmo modo, a vida também fora criada pelo Sol, sendo que o deus-Sol, criador de todas as coisas, era, como o escaravelho, auto-concebido.

O velho escaravelho morre, mas do ovo que fecundou sai outro escaravelho, como a alma se escapa da múmia e sobe para o céu. Assim, o inseto era, para os egípcios, o símbolo da vida que se renova eternamente a partir de si mesma.

É interessante salientar que a palavra egípcia que significa aquele que vem a ser é homófona de escaravelho e este tornou-se símbolo do deus ao vir a ser, do Sol nascente, da recapitulação diária da criação.

Aquele que em vida trouxesse consigo uma imagem do escaravelho garantia, de certa forma, a persistência no ser e aquele que levasse essa imagem para a tumba tinha certeza de renascer para a vida. O escaravelho era, assim, o amuleto preferido de vivos e mortos.

O escritor Kurt Lange nos conta que os escaravelhos eram encontrados por toda parte, no nome de numerosos faraós, nas paredes das tumbas reais, nos túmulos dos particulares, nos templos, na superfície dos obeliscos, nas estelas.

Os escaravelhos egípcios estão espalhados agora por todos os museus do mundo.

Há deles cerca de dez mil, somente da pedra verde chamada esteatita.

No Império Médio, os peitorais e colares ornados com escaravelhos eram o orgulho das damas nobres. Alguns eram admiráveis, em ouro decorado com lápis-lazúli, cornalina e outras pedras preciosas.

Os escaravelhos destinados aos mortos têm sua face inferior tratada com o maior realismo. Geralmente são escaravelhos-corações,amuletos de pedra dura que eram depositados no lugar do coração, no peito da múmia. Muitas vezes, o escaravelho está incrustado numa moldura retangular, fixada sobre o peito do morto. Tais amuletos foram encontrados também no tórax de certos animais sagrados.

5. Ra

Um homem com cabeça de falcão encimada pelo disco solar e pela serpente Uraeus. Representa o Sol no auge do seu esplendor. Essa é a forma mais comum assumida pelo deus-Sol, Juiz supremo, criador dos homens, enca-beçava o conjunto dos nove deuses (Enéade) de Heliópolis, o mais importante grupo de deuses do panteão egípcio. Era a divindade estatal do Império Novo.

Freqüentemente reunido a outros deuses: Amon-Rá, Sebek-Rá, Rá-Harakhti, Ra-Harakhti-Aton, etc Heliópolis.

Desde cedo na História egípcia Ra foi identificado com Horus; É representado tanto como um homem com cabeça de falcão ou apenas um falcão.

Lembrando do fato que o sol é fogo, os egípcios idealiza-ram que para navegar sobre as águas do paraíso para o submundo, era necessário um barco, e então Rá teve seu barco. Durante o dia o barco, uma grande galera chamada Madjet ("tornando-se forte"), e durante a noite, uma pe-quena barca chamada Semektet ("tornando-se fraco").

(Na Ilustração, temos Ra Hoor Khuit, Senhor da Nova Era, o Aeon de Horus)

 

 

A Celebração do Sol

A luz é minha; seus raios consomem a
Mim; Eu fiz uma porta secreta
Para a Casa de Ra e Tum,
De Khephra e de Anathoor.
Eu sou teu Tebano, Ó Mentu,
O profeta Ankh-af-na-khonsu!

Por Bes-na-Maut, em meu peito Eu bato;
Pelo sábio Ta-Nech, Eu teço meu encanto.
Mostra teu esplendor-estelar, Ó Nuit!
Convida-me à tua Casa para habitar,
Ó Serpente alada de luz, Hadit!
Habita comigo, Ra-Hoor-Khuit!

(Liber AL vel Legis, III:38)

 

Sou Rá em seu levante,
Sou Atum em seu poente.
Sou, sobre tudo, Osíris  no Ocidente, à noite.
Sou Íbis, cabeça negra, corpo branco, lombo azul.
Sou aquele perante o qual lança-se o decreto em Iunnu,
a fim de que sua voz seja ouvida nos Planos Secretos.
Venham a mim, ó Porteiros do Ocidente.
Guardiões do Submundo, dêem-me passagem!

 (Prefácio do Documento para Respiração,
uma compilação e condensação de textos funerários egípcios
do Último Reinado,  os quais serviam para guiar as almas até o Submundo).

 

Caracterização e Finalidade:

 

Esta adoração ao Sol deve ser realizada quatro vezes ao dia.

O Sol sempre representou os mais altos ideais da consciência humana. O Sol físico é responsável por toda a vida sobre o planeta; é fácil, portanto, ver porque os antigos tanto se importavam em reverenciá-lo. 

Na Árvora de Vida, o Sol corresponde a Tipheret no macrocosmo e,  no microcos-mo, ao coração.

Outra parte implícita nesta adoração são os sinais dos Elementos,  realizados em cada quadrante e em cada adoração. Ao se fazer o sinal, pronuncia-se  a adoração. 

Quanto à imagem a ser visualizada, ela é a imagem acima,  a barca Solar Egípcia  que, em todo por-do-sol, leva o Osíris glorificado do horizonte ocidental até a Terra dos Mortos, e que, ao amanhecer, de sob a terra, traz no horizonte oriental o Eterno Sol, como Rá.

Acima de tudo, são os propósitos  desta adoração:

1.     Sintoniza-lo com as mudanças do Sol;

2.     Sintoniza-lo com os quatro Elementos;

3.     Sintoniza-lo com o Universo e o Divino.

Com a adoração a este objeto de adoração tão antigo, você está entrando em contato com um centro de energia milenar, uma egrégora já estabilizada há mais de 4000 anos e por isto muito poderosa, o que virá a fortalecer a sua aura e o seu corpo de luz, que é e será utilizado para trabalhar em outros planos: 

  

 

RITOS